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Como empresa de Jay-Z trabalha nos bastidores para transformar Vinicius Jr., Endrick e joia do Flamengo em 'super-heróis'

Endrick e Vinicius Jr. fazem parte de empresa agenciada por Jay-Z Arte/Bacará Ao Vivo/Getty Images

Você sabe o que astros da música internacional como A$AP Rocky,Alicia Keys, DJ Khaled e Fat Joe têm em comum com Vinicius Jr.,Lucas PaquetáeEndrick? Todos estes nomes de sucesso têm suas carreiras geridas por ninguém menos que Jay-Z.

Por meio da empresa de entretenimento Roc Nation, o rapper e empresário chegou ao Brasil em 2023 para expandir a marca e aumentar sua cartela de clientes, agora dentro do esporte mais popular do mundo.

A entrada da Roc Nation no Brasil se deu por meio da fusão com a TFM Agency, empresa responsável pela representação esportiva de mais de 100 atletas de renome, dentre eles os três citados acima, Gabriel Martinelli, do Arsenal, e até mesmo outros que ainda nem explodiram, como Lorran, joia de 17 anos do Flamengo que chama atenção há tempos no clube.

A pergunta que fica no ar é: o que Jay-Z poderia querer com astros do futebol brasileiro? A resposta: “Transformá-los em super-heróis”, disse Frederico Pena, agente com quase 20 anos de trabalho na área e que hoje atua lado a lado com a Roc Nation no Brasil.

“O universo Marveldaquele super-herói precisa ser formado em torno das características dele. Nós potencializamos isso”, explicou o empresário, em entrevista exclusiva à Bacará Ao Vivo. Em seguida, Frederico explicou um pouco mais a fundo qual o passo a passo do trabalho em conjunto com os norte-americanos.

“ARoc Nation adquiriu a TMF Agency, uma das maiores agências de representação de jogadores de futebol do Brasil. O objetivo era ter acesso a um mercado que gera os maiores talentos de um dos esportes mais populares do mundo. Historicamente e hoje em dia, o Brasil é um dos maiores geradores de talento, ao lado da França e da Argentina”.

“É o país que tem o maior número de melhores do mundo. Hoje, a nacionalidade com o maior número de estrangeiros na Premier League é a brasileira. Isso significa muito da força do futebol brasileiro. A Roc Nation quer ter acesso a esse mercado”, seguiu o empresário.

“A missão é empoderar o cliente, seja ele um artista ou um atleta. É o empoderamento e criar uma história para ele. Criar uma plataforma para o resto da vida dele e para depois. Isso é o que a empresa faz”.

“Nós temos exemplos de carreiras bem-sucedidas como PeléeNeymar, mas nós queremos os atletas mais disponíveis ao mercado. Os agentes sempre agiram muito como corretores. Ele vendia o atleta, queria saber quanto valia, e o trabalho hoje é muito mais do que só vender. É construir uma carreira”.

Apesar de ter chegado ao Brasil recentemente, a Roc Nation tem realizado grandes avanços na área comercial aos seus principais clientes. Além do acordo de Endrick com a New Balance e do avanço da negociação de Vinicius Jr. com a Nike, a empresa promete novos contratos valiosos no futuro próximo.

“Nós temos visto com os nossos principais atletas na atração de marcas. Na parte comercial tem pouco tempo que a fusão aconteceu, e a gente sabe que toda fusão demora um pouco para que as coisas aconteçam. Nós temos visto acordos comerciais acontecendo. O Vini teve um acordo global com a PlayStation, tem um com a Pepsie outras marcas da Pepsico”.

“Temos acordos acontecendo com o Endrick, com o Martinelli, com o Lorran. Temos visto o interesse de marcas, na parte global, de explorar alguns atletas brasileiros. Como o mercado não tem essa organização, isso será um diferencial gigantesco e tem se provado ser”.

Além de transformar os atletas de futebol em super-heróis e atrair parcerias de sucesso a eles, a Roc Nation e a TFM Agency têm como objetivo também fazer com que estes atletas sejam marcas valiosas e que persistam desta forma até mesmo quando os jogadores encerrarem suas carreiras.

“O que queremos construir para eles? Queremos que eles se concentrem no futebol sem preocupações, mas sem serem alienados. Terem a própria personalidade e os transformarmos em marcas registradas”.

“Nós queremos que essas marcas tenham valor quando eles parem de jogar. Estamos falando de atletas que saem de situações financeiras precárias e que tem o futebol como saída. Mas, ele só tem 15 anos de carreira. Depois de 15 anos ele para e terá que viver no mínimo mais 50 anos”.

“Você tem que acumular 15 anos de riqueza para te durar 65 seguintes, que é o que muitos atletas não entendem e não só no Brasil, mas no mundo inteiro. Essa administração, não só a financeira que ele ganhou, mas da propriedade intelectual que ele gerou. Seja como influenciador, comentarista, técnico, homem de negócios, tudo isso é construído ao longo da carreira”.

Questionado sobre quem seria o melhor nome hoje em termos de desempenho em campo e de mercado, Frederico despistou e deixou claro que cada atleta tem o seu perfil e a sua forma de ser e que esses fatores determinarão quais serão seus “superpoderes” no futuro.

“Qual vai ser o melhor? Não sabemos. Existem variáveis. Temos o exemplo do Vini, que fez o gol do título de uma Champions League no Real Madrid, hoje ele está na frente. O Martinelli vai superá-lo? O Endrick? O Lorran? Não sabemos. Só o tempo dirá e não é a nossa busca. No fundo, nós queremos dar a mesma importância a todos eles”.

A partir de julho de 2024, Endrick deixará o Palmeiras para ser companheiro de ataque de Vinicius Jr. no Real Madrid. Questionado se existe a possibilidade de haver algo planejado em conjunto para os dois “super-heróis”, o agente foi taxativo.

“Não. Não tem nenhuma ligação dos dois. Cada um tem o seu projeto. A gente gostaria que eles fossem companheiros e titulares. Mas, cada um segue seu caminho. Tem o filme do Super-Homem e do Batman, mas cada um tem o seu filme”, brincou.

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